segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Meia Maratona de Maceió

Mais uma bela prova neste final de semana. Desta vez, a Meia Maratona de Maceió/AL. Tô Correndo lá... Paulo Paulada, eu e o Walter, o primeiro com 99 % de DNA ACORJA e 1 % (que muito nos orgulha!) de DNA Tô Correndo, risos. A ACORJA, por sinal e como de costume, representando muito bem nosso estado neste evento.

Clique p/ ampliar (Foto por Juliana, esposa e apoio do Walter, sobretudo nas viagens)

Esta meia maratona lembrou a Meia do Rio, ocorrida em outubro. Seguem os detalhes da prova:

- percurso quase que totalmente plano, com longas retas e curvas. Muito bom, pois os atletas mantiveram a atenção na corrida e não no piso. A corrida, que seria realizada em sua totalidade na orla, teve seu percurso alterado faltando uns 10 dias para a prova. Fiquei sem entender o porque, mas imaginei que fosse alguma dificuldade em liberar parte do trecho... Na verdade, a razão era outra. A intenção era prestigiar uma obra recém inaugurada pela Prefeitura, o Viaduto Industrial João Lyra, que acabou sendo o único trecho não plano da corrida. Ficou muito esquisito... Os corredores se distanciaram da orla em torno de 1 km até chegar no viaduto, subiram, desceram e - surpresa! o ponto de retorno era no pé do viaduto do lado oposto - ricochetearam para novamente subir e descer o viaduto e retornar para a orla. Ou seja, desviaram o percurso apenas para que subíssemos e descêssemos o viaduto duas vezes. Medonho. Coisa de político que, lamentavelmente, encontra espaço no estado de Alagoas...

- forte calor. O calor na Meia do Rio foi forte. Pudera, a saída foi às 09h00 da manhã. Fiquei muito feliz quando vi que em Maceió a saída seria às 07h15, imaginando que ao menos a largada seria num clima agradável. Não aconteceu... Os corredores procuravam se poupar do sol nas poucas sombras disponíveis na Praça Multieventos e foram para o portal de largada apenas quando faltavam poucos minutos para a mesma. Quando a largada foi dada, o termômetro já marcava incríveis 30 graus. O Sol castigou durante todo o percurso. Em conversas prévias, os amigos relatavam a preocupação quanto ao forte vento contra que encontraríamos no último quarto da corrida. Foi, na verdade, a salvação. Ainda que segurasse um pouco ritmo, o vento garantiu algum refresco. Para quem fez o percurso em torno de 02h00 (muita gente quebrando ao longo do percurso!), a temperatura já estava por volta de 35 graus.

- a hidratação foi elemento a favor. Enquanto foram prometidos postos de hidratação a cada 3 km, contei em torno de nove postos. Dois deles com água quente (quente mesmo, nem natural, nem fresca), mas isto não chegou a comprometer, havia água à vontade. Estranhei apenas que desta vez não foi oferecido isotônico no meio da prova. Naquele calorão, pode ter feito falta a alguns atletas.

- o material do kit, mais uma vez de qualidade e muito bonito. Medalha, camisa, boné (2!), numeração de peito com o nome do atleta, lanche, Gatorade. Lamentei apenas que a organização não foi sensível ao calor previsto para o evento e escolheram uma cor muito escura (azul marinho) para a camisa e para o boné, o que só aumentou o desconforto térmico.


- a quantidade de atletas, bem menor que na do Rio, favoreceu uma largada sem atropelos, bem como passagens tranqüilas pelos postos de hidratação. Aqui vale um comentário: o alagoano está aprendendo marketing com os baianos, risos. Na largada para a prova era visível a pequena quantidade de atletas. Supus algo em torno de uns 600 atletas, no máximo, para correr a meia maratona. A largada para a prova de revezamento seria pouco depois. Soube depois, pela organização, que seriam 900 inscritos para a meia individual e 600 inscritos para a meia de revezamento, números que apesar de condizentes com as numerações de peito que vi, não pareciam guardar relação com os corredores presentes, talvez muitos desistindo em razão do calor. Quando chego de volta ao hotel, vou dar uma folheada no jornal local do dia (acho que a Gazeta de Alagoas) e encontro no caderno de esportes: dois mil atletas inscritos para a corrida e, na capa do dito jornal, oito mil atletas inscritos! mais risos. Por sinal, ouvi dizer que a Corrida dos Sinos, tradicional corrida em Recife/PE, também teve poucos (500) inscritos este ano, Talvez por terem mudado o dia, horário e local da prova. Acontecia sempre na Praia de Boa Viagem, às 16h00 do sábado. Desta vez, no Parque da Jaqueira, às 08h00 da manhã do domingo.

Falando em organização, reproduzo uma breve conversa que tive com um dos organizadores (YESCOM) da prova. Logo que cheguei, sentei próximo a uma das tendas dos organizadores e, talvez por estar usando a camisa da Meia do Rio, um deles veio puxar conversa e me perguntar como tinha sido a prova. Elogiei, mas comentei do excessivo calor. Ele me falou da pretensão de, no ano que vem, transferir a prova para o mês de julho. Achei ótimo, mas lembrei a ele que, em julho, no litoral do Nordeste é só chuva. Lembrei também que no calendário de meias maratonas regional já tínhamos a Meia de Salvador em Setembro, a Meia de João Pessoa em agosto e a Meia do Recife em Julho. O que eu escuto? “Problema de Recife”. Fiquei indignado com o despropósito do comentário, mas não tive energia para explicar a ele que boa parte dos atletas que viriam correr a meia em julho seria pernambucana e que, portanto, mereceria alguma consideração. De qualquer forma, ainda comentei que seria uma boa levar uma corrida como esta para Recife, uma vez que, suponho, tenhamos um contingente de corredores muito maior que Alagoas. Acho que não se sensibilizou, provavelmente por não haver grandes empresas aqui (como a Braskem em Maceió) interessadas em promover eventos desta natureza. Em Recife, as corridas que reúnem mais corredores são promovidas pelo SESI, Prefeitura do Recife Exército ou Corpo de Bombeiros. Nenhuma entidade privada, portanto. Porto Alegre está começando a receber eventos assim... É questão de tempo, a gente chega lá…


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Qual a sua meta para 2009?

Caros amigos corredores,

O Tô Correndo completou um ano. Tempo de olhar para trás, regozijar-se do trajeto percorrido e estabelecer novas metas. Neste sentido, coloco aos amigos a seguinte questão:

Qual sua meta para 2009?

Começar a andar ou correr, diminuir o tempo para cumprir uma distância, cumprir uma distância, perder peso, entrar em forma ou "apenas" melhorar a qualidade de vida. Seja qual for, foque-a. Seja audaz na sua definição e se esforce para alcançá-la. Se preciso - e até sugiro - conte com os amigos nesta caminhada.

Para descontrair, segue transcrição de uma charge que li há pouco tempo: "O que se encaixa melhor na sua agenda lotada? Exercitar-se 1 hora por dia ou estar morto 24 horas por dia?"

Já adianto a minha meta: quero entrar no ranking brasileiro dos maratonistas publicado pela Revista Contra-relógio. Para isso terei que concluir a distância em uma das 6 maratonas oficiais no Brasil (Rio, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis ou Foz do Iguaçu). E isso num tempo inferior a 3h45.

Sucesso!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Projeto POA 2009 (II)

Comentamos na primeira postagem que os treinos específicos para a maratona iniciarão em final de janeiro ou, no mais tardar, no início de fevereiro/2009.

Neste intervalo de quase dois meses, o Walter e eu decidimos experimentar distâncias um pouco mais longas que nossos treinos habituais. Essa iniciativa não está baseada em nenhum treino estruturado, servindo apenas como tira gosto para o que virá à frente.

O foco está na avaliação de nossas reações corporais, tentando gerar algum conhecimento útil para os treinos futuros e para a prova. Aspectos tais como quebras de ritmo e recuperação, necessidade de hidratação (estou tomando notas e analisando o meu balanço hídrico, ou seja, a perda e o consumo de líquidos), isotônicos, vestuário, freqüência cardíaca, etc. estão sendo avaliados.

Não há obediência a um ritmo pré-estabelecido, mas o mesmo também tem sido avaliado no contexto do treino. Já fizemos dois longões:
o primeiro (II Corujão da ACORJA), de 25 km, à noite e a um ritmo de 6’/km; o segundo, de 27,5 km, de dia e a um ritmo de 5’52”/km. O percurso do último segue abaixo.

(clique para ampliar)

No sábado 20/12, realizaremos mais um longão com distância equivalente. Quem quiser compartilhar de todo ou de parte do percurso, basta deixar um comentário aqui na postagem que entramos em contato.

Detalhe importante: mais que salutar, é prudente aproveitar este período até o início dos treinos específicos para realizar uma visitinha ao cardiologista, ortopedista e clínico geral para as devidas avaliações prévias. Minhas consultas já estão marcadas!

Postagens anteriores: (I)

Do Processo de Superação

Primeiro ano de corrida. Passou rápido. Mais rápido que os muitos quilômetros percorridos. Vitórias, derrotas e, em todas elas, muito aprendizado e superação.

Superar é ir além, ampliar limites, realizar o que se julgava improvável ou mesmo impossível.

Outubro de 2007. Absolutamente sedentário, há mais de ano e meio não fazia qualquer atividade física regular. O rápido ganho de peso (71 a 76 kg em 6 meses) e a possibilidade de não estar preparado fisicamente para acompanhar as brincadeiras de minha filha Marina, então com 8 meses, me incomodavam. Queria participar do seu crescimento e não apenas assisti-lo.

O que fazer?

O anúncio, em novembro, de uma corrida de 5 km na empresa em que trabalho me fez decidir: vou começar a correr. A corrida me permitiria alcançar meus objetivos: ganhos cardio-respiratórios e perda de peso.

Lembro as primeiras voltas no Parque da Jaqueira. Caminhando, acho que como quase todo mundo. Rapidamente me dispus a correr, pois precisava me preparar em menos de um mês para a prova. Não queria fazer feio, ainda mais junto aos amigos.

As referências iniciais eram os amigos Fred e Willams. Achava incrível que, sendo quase 20 anos mais velhos, corressem tão mais rápido que eu. Ambos correndo a 5’10”, 5’15”/km e eu bufando a 5’40”/km. Lembro também de ter admirado o desempenho de um cara que corria no mesmo horário que eu e que fazia seu treino a fantásticos 4’50”/km por vários km a fio.

Até a prova, a maior distância treinada foi de 5 km. Precisava estar seguro de que conseguiria cobrir a distância. Foi o que fiz. Nenhuma grande surpresa, pois já havia experimentado a mesma prova no ano anterior com apenas um mês de treino, o qual fora interrompido assim que a prova acabara.

Aí estava o meu primeiro desafio: fazer da corrida uma prática contínua. Como manter a motivação em alta para sair de casa e treinar? Para tal, montamos um grupo de corrida entre os amigos: correr em grupo deixa o treino mais agradável e torna-se mais difícil arranjar desculpas. Pesquisando na Internet, descobri o CICORRE, circuito de corridas da CORRE (Corredores do Recife) que trazia uma prova a cada mês. Achei excelente e me prometi participar de todas as provas ao longo do ano. A motivação para a regularidade estava providenciada.

Mas, e quanto ao desempenho? Também precisava de metas específicas, concretas. Mais por ignorância que por atrevimento, estabeleci como segundo desafio concluir uma prova de 10 km em 42’ até o final de 2008, tempo arbitrado com base nos resultados que vi das provas do CICORRE 2007. Precisava de método se quisesse alcançar estes objetivos e a segunda pesquisa que fiz na Internet acerca do tema corrida foi sobre programas de treinamento. Fiz minha primeira planilha de treinamentos sem mesmo ter noção do ritmo em que estaria apto a treinar.

Em janeiro de 2008, a primeira prova de 10 km (I CICORRE). Já havia coberto a distância em treinos e estava animado para fazer algo em torno de 51 minutos. Resultado? Quase 57 minutos... Choveu, cadarço desamarrou, corri contra o vento pela primeira vez, boné voou e a sede apertou, pois estava acostumado a treinar com a caramanhola e, na ânsia de fazer um bom tempo, resolvi deixar o “peso morto” de lado. Tudo deu errado. Foi frustrante, mas ao mesmo tempo um belo aprendizado: treino é treino, prova é prova. Mais tarde, descobriria também que cada prova tem sua própria história.

Talvez motivado pela vontade de compensar o fracasso, estiquei meus limites de distância nas duas semanas seguintes, pulando de 10 para 13 e de 13 para 16 km. A primeira corrida, em grupo. A segunda, eu, Deus, minha caramanhola e uma estrada no interior do estado (BR-104, Agrestina/Caruaru). Dois sentimentos me acompanhavam: na ida, o medo de não ter forças para voltar, pois estava me distanciando de casa e, na volta, já chegando, uma enorme sensação de poder.

Em fevereiro, fui apresentado ao pessoal da ACORJA (Associação dos Corredores da Jaqueira) pelo Paulo Paulada. Numa das corridas do grupo, conheci o Almir, corredor experiente. Olha o diálogo que se desenrolou:

Márcio (bufando para alcançar o Almir e puxar assunto): minha meta para este ano é 10 km em 42’.
Almir (modestamente): Meu melhor tempo nos 10 é de 42’. Não é fácil... significa fazer cada km em 4’ baixo. Mas se treinar, você chega lá.
Márcio (caindo na real): Nunca vou correr deste jeito...

Não revi a meta, mas percebi que não viria neste primeiro ano. Comecei a pensar em metas parciais e estabeleci 50’ como minha primeira batalha. Ainda em fevereiro, menos arrogante, mais “experiente” e já pesando 71 kg, consegui correr os 10 km em 51’46”.

Também ainda em fevereiro, ganhei minha única lesão até agora: um estiramento da pata-de-ganso, tendão atrás do joelho esquerdo... Fazendo alongamento! Como achei que não fosse nada demais, continuei treinando, até que a dor me deixou mancando. O medo de não poder voltar a correr me levou ao ortopedista, mas isso apenas em maio. Foram 20 dias de estaleiro. E a dor só passou completamente em julho. Descobri que a paciência faz parte do processo de superação, bem como o conhecimento e o respeito ao próprio corpo.

Em março, corri minha primeira meia maratona (Meia Maratona do SESI). Irresponsavelmente, pois estava lesionado, com pouco mais de 4 meses de treino e tendo corrido 16 km uma única vez. Estabeleci como meta concluir a prova e, se possível, em menos de 2 horas, o que já seria uma façanha. E eu consegui! Terminei com 1h58’.

Confesso, no entanto, que achei o esforço envolvido em provas de 21 km muito grande. Paulo Paulada me disse: “Ué, e você queria chegar descansado?”. Concordo com ele que, seja qual for a prova, se você corre para valer, você chegará extenuado. A questão é que nas provas mais longas o sofrimento não se resume à chegada, começando bem antes. O componente psicológico passa a fazer diferença. E o meu ainda não estava preparado... Também em março, corri uma prova de 7,6 km estando bem, fisicamente, mas cheio de problemas na cabeça. Corri angustiado e quase não completei a prova. É preciso estar forte mentalmente para se submeter aos rigores de uma corrida, mesmo curta.

Em junho, já quase recuperado da lesão, fiz meu melhor tempo até então em uma prova de 10 km: 49’20”. Rompi a barreira dos 50’! E ainda voltei para buscar a minha mãe que completaria a sua primeira prova de 10 km em 1h10’. Foi um dia glorioso que acho que não esquecerei.

Em julho, corpo e mente em dia, corri a minha segunda meia (Meia Maratona do Recife/CORRE). Despretensiosamente, fiz incríveis 1h49’07”! Meu melhor tempo até hoje para a distância.

Eu, que nunca tive a intenção de investir em meias maratonas, gostei da brincadeira e me inscrevi para a Meia Maratona de João Pessoa em agosto. Prova no domingo, cheguei na sexta com a família e peguei uma baita gripe. Teimei em correr mesmo assim. Corri os primeiros 10 km a 51’, mas a festa durou pouco. Por volta do km 13, as reservas se esgotaram e passei a sentir joelhos, tornozelos e cintura a cada pisada. Comecei a arrastar um trote, pois não queria parar. No km 18 não agüentei. Comecei a andar, mas não parei. A imagem mental da esposa e da filha me aguardando na linha de chegada foi o meu baluarte. Entre trotes e caminhadas cheguei com 2h03’. Foi, de longe, a prova que me exigiu maior sacrifício físico e, por não ter desistido, a despeito do tempo obtido, a que me trouxe o maior sentimento de superação. João Pessoa e suas ladeiras, me aguardem em 2009!

Uma semana de descanso e nova prova de 10 km (34ª Duque de Caxias). Fui à forra! Querendo compensar a frustração de João Pessoa, consegui baixar o tempo para 48’40”, meu melhor tempo para a distância. Notei que já conseguia correr os 10 km abaixo de 50’ de forma consistente, madura.

Em setembro, mais uma prova de 10 km (VIII CICORRE). Mais uma gripe. Como gripo com relativa freqüência, acabei pesquisando sobre o assunto e descobri o óbvio: não se deve correr doente. Mas, como tinha me prometido participar de todas as etapas do ano, fui lá. Por sorte, a prova consistia de duas voltas de 5km. Decidi dar uma bela esticada na primeira volta e abandonei a prova ainda inteiro. Acho que fiz bem, não me arrependo. A corrida tem me ensinando a reconhecer os limites do corpo com lições bem caras. E, como disse há pouco, a paciência faz parte do processo de superação.

Em outubro, participei de minha quarta meia maratona (Meia Maratona Internacional do Rio), concluída em 1h50’05”. Considerando as condições da prova (calor e uma multidão de corredores te obrigando a manter ritmo lento no início da prova) acho que foi meu melhor desempenho em meias.

Em novembro, com um ano de corrida, fiz o balanço: já estava pesando 67 kg e fazendo um esforço consciente para não perder mais peso. Nunca tive tanto fôlego. Já corria os 10 km na faixa dos 48’. Lembram do triatleta? Já treinava em ritmo idêntico ao dele. 10 km em 42’? Bem, quem sabe um dia, mas será aos poucos, minuto a minuto, e cada um deles uma vitória que quero saborear... Posso dizer que já havia conquistado tudo que inicialmente queria com a corrida... Sinal de que era preciso traçar novas metas.

Já ouviram a frase “tenha um filho, escreva um livro e plante uma árvore”? Acrescentei “corra uma maratona”. Decidi que faria uma, ao menos uma, nesta vida.

Fiz nova pesquisa sobre maratonas e programas de treinamento. Descobri que a maratona de Porto Alegre, que ocorre no final do mês de maio, seria a melhor pedida para um iniciante. Descobri também que, no nível em que estou, seria possível concluir uma maratona com 16 semanas de treinamento específico a começar, portanto, no início do mês de fevereiro.

Para que esperar? Já havia corrido 4 meias, mas nunca, nem em treinos, corri distância superior aos 21 km. Na última semana de novembro, resolvi “testar” 26 km à noite e na companhia de amigos corredores. Fiz todo o percurso me poupando com medo de não concluir e, surpresa minha, o fiz de forma mais tranqüila do que esperava: 2h39’ de corrida ininterrupta. Não me julgava capaz e este foi, para mim, um outro grande momento de superação. E nem prova era. Ao mesmo tempo, notei a distância (física e metafórica) que ainda me separam de ser um maratonista.

Me animei e no final de semana seguinte já parti para 27,5 km, mais uma vez com sucesso. Decidi que quero entrar no ranking brasileiro de maratonistas. Para isso, precisarei concluir a maratona abaixo de 3h45... Impossível? Não. Improvável? Talvez. Difícil? Com certeza. E será esta mesma dificuldade que me moverá nos treinos nos próximos meses...

Até a próxima meta!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Resultado da III Corrida das Bandeiras

Pessoal, já saiu o resultado! Clique na figura.