quarta-feira, 12 de novembro de 2008

X CICORRE


O X CICORRE ocorreu em clima de paz e confraternização, possivelmente a etapa do CICORRE com o maior número de atletas inscritos até então. Corremos o Walter, Sérgio, Elmar e eu.




O que pegou foi a temperatura... Muito quente... Todo mundo chiando... Os abandonos foram muitos, eu inclusive. Em razão disso, nos próximos dias será publicada uma postagem sobre correr sob altas temperaturas.

Como esta foi a última etapa do ano, já deixo o convite para aqueles que gostariam de participar no ano que vem. O CICORRE é o circuito promovido pela CORRE que conta com 10 etapas, uma a cada mês. Exceções são os meses de julho e dezembro, quando ocorrem, respectivamente, a Meia Maratona do CORRE e a Corrida dos Sinos.

As provas do CICORRE acontecem todas em Recife e têm percurso variado (de 6,6 a 12 km). A etapas com percurso próximo dos 10 km provavelmente oferecerão a alternativa de correr apenas 5 km sem, no entanto, contar para o ranking.

Propor-se participar de todas as etapas do circuito é uma ótima forma de motivar a continuidade do treinamento. Assim que sair o calendário 2009, o divulgaremos aqui. Boas corridas!

domingo, 9 de novembro de 2008

Cadarços

Parece brincadeira, mas até a amarração dos cadarços pode influir na performance dos atletas. Laços que se desfazem durante a prova, cadarços longos demais que oferecem risco de queda após pisarmos neles ou que te "chicoteiam" as pernas são os problemas mais comuns.

Poucas coisas são tão ruins quanto parar/interromper a corrida para amarrar laços desfeitos. Para evitar que isso aconteça, lembre-se sempre de dar um segundo nó por cima do primeiro laço. Esse hábito deve fazer parte do ritual de qualquer corredor. Caso seu cadarço ainda esteja encerado (novo) e não segure o segundo nó, lave-o previamente com sabão.

Caso o cadarço desamarre, uma dica importante: não sente ou se abaixe para amarrá-lo, pois o risco de você ficar tonto ou de você ter uma cãibra é grande. Prefira elevar a perna num meio-fio ou pára-choque, movimentos mais próximos daqueles que você estava desenvolvendo enquanto corria. Não corra com cadarços desamarrados!

Uma forma de amarração inadequada também pode interferir no conforto que os tênis ofertarão ao seus pés. Amarrações que permitem pontos de folga/atrito entre o seu pé e o tênis podem resultar em bolhas e calos, companheiros pouco agradáveis.

Há formas específicas de amarração para cada tipo de pé. Veja algumas possibilidades no site da New Balance.

domingo, 2 de novembro de 2008

IX e X CICORRE

Saiu o resultado do IX CICORRE. Participamos o Willams, Walter, Elmar, Sérgio e eu. O Sérgio se especializando nos 5 km e o Willams - nosso único representante constante do ranking (7o lugar!) - somando mais alguns preciosos pontos.






(clique para ampliar as imagens)

O percurso já era bem conhecido de nossos encontros nos sábados. Apesar de ser considerado o local de treino mais aprazível dentre aqueles que elegemos, a corrida não foi fácil. O tamanho do percurso - 12 km, o maior dentre aqueles do CICORRE - e o calor característico desta época do ano não estimulou a participação. Tanto que este foi, até então, o CICORRE com o menor número de concluintes este ano: 137. Pouco, frente a uma média em torno de 190.

Também já está no site da CORRE a
convocação para o X CICORRE, última etapa do ano. Dessa vez, o percurso de 10 km partirá do Parque da Jaqueira com destino ao Açude de Apipucos, ida e volta, pela Av. 17 de Agosto.


Exibir mapa ampliado

A CORRE permanece firme na iniciativa de também ofertar o percurso de 5 km, idéia louvável para atender àqueles que, por quaisquer razões, não se dispõem ao percurso completo. Precisam apenas melhorar um pouco a organização. Assim como no VIII CICORRE, também houve problemas: desta vez, o corredor líder da prova não identificou o ponto de retorno e acabou correndo um pouco mais...

sábado, 1 de novembro de 2008

Analgésicos para evitar a dor?

Já ouvi ou li de alguns corredores sobre o uso de analgésicos antes e durante as competições mais extenuantes. Sempre me soou bastante estranho este “drible” na dor, mas nunca havia lido nada mais sério a respeito.

A Revista Contra-Relógio de agosto de 2008 traz interessante matéria sobre o assunto que, acredito, pode nos ajudar a tomar decisões melhor fundamentadas quanto ao uso dos analgésicos. A seguir, apresento um resumo com alguns trechos copiados da matéria deixando um pouco de lado as informações mais técnicas sobre os fármacos.

Na busca por melhores resultados, sublimar a dor é objetivo comum a praticamente todos os atletas, em todos os níveis... muitos antecipam a dose de analgésico, tomando-a antes ou durante a própria competição. Será essa uma boa prática? Será que vale a pena copiá-la? Será?

Resposta orgânica a algo de errado que está ocorrendo no corpo, a dor é uma sensação desagradável, que varia do desconforto leve ao insuportável. É, portanto, um aviso, um sinal de alerta, uma forma de proteção. Um mecanismo de defesa que permite ao ser humano evitar tanto as causas como seus fatores de piora...

Analgésicos tais como ácido acetil salicílico, dipirona, paracetamol, ibuprofeno e naproxeno sódico possuem prós e contras, podendo interferir negativamente no sistema gastrointestinal, na coagulação sangüínea, na pressão arterial (derrubando-a ou aumentando-a), nas células brancas do sangue que servem à defesa do organismo, no fígado (sobretudo se associado a fatores como febre elevada, hepatite viral, diarréia intensa, jejum prolongado, vômitos abundantes, ingestão de bebida alcoólica e uso simultâneo de certos medicamentos).

Muitos treinadores de renome, a maioria deles atletas ou ex-atletas, relatam já ter utilizado analgésicos preventivamente. Acreditam que isto não chegava a influenciar nos resultados, mas apenas na performance, sendo mais fácil correr com menos dores. No entanto, nenhum dos entrevistados recomendou o uso preventivo de analgésicos, sempre direcionando aqueles que se interessam em fazê-lo a buscar orientação médica.

"Não considero benéfico o uso indiscriminado de nenhum fármaco para aumentar a capacidade esportiva de alguém, não interessando se é ou não atleta de alto rendimento... a banalização no uso destes medicamentos deve ser muito bem avaliada, seja pelo médico que recomenda, pelo treinador que sugere ou pelo esportista que aceita tomá-los. Por inibir o processo de dor, podem levar o atleta a não parar quando apresenta pequenos traumas, agravando assim a lesão." Rogério Lachtermacher, médico da CBAt e da FARJ, Mestre em ciências médicas e envolvido no esporte há 27 anos.

"Nenhum tipo de analgésico deve ser tomado antes de termos a sensação dolorosa, já que muitas vezes é a própria atividade física que ‘nos medica' contra o processo da dor. Deveríamos considerar o uso pré-competição como uma forma de obter melhores resultados perante os oponentes, como um doping. Sou formalmente contra o uso de tais medicamentos nessa situação". Ricardo do Rêgo Barros, coordenador do grupo de trabalho em medicina desportiva da Sociedade Brasileira de Pediatria e maratonista.

"Em corredores treinados, as dores musculares pós atividade física não são comuns, e quando surgem têm um tempo limitado, durando em torno de 24h a 48h. No entanto, a dor de origem osteoarticular também é freqüente nesses mesmos atletas, e quando negligenciada pode trazer conseqüências desastrosas como, por exemplo, as fraturas por estresse, principalmente na tíbia e no pé, e as lesões de cartilagem na articulação do joelho". Moisés Cohen, professor livre docente e chefe do Centro de Traumatologia do Esporte da UNIFESP, e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.

Embora a analgesia preventiva ainda seja discutida na prática da medicina esportiva, uma coisa é o uso preventivo de medicamentos contra a dor que eventualmente poderá aparecer nas provas mais exaustivas; outra bem diferente é a dor que certamente irá aparecer, seja em função de alguma patologia vigente ou por ainda não estar totalmente curada. "A meu ver, nesse segundo caso, o uso preventivo de substâncias caracteristicamente analgésicas ou antiinflamatórias jamais deve ser feito", diz Osmar de Oliveira, ortopedista e médico do esporte. Nesses casos, o correto é procurar tratar a causa, não apenas o efeito.

A prevenção contra a dor não é feita apenas com medicamentos. Além dos cuidados com o programa de treinamento e com a escolha de equipamento adequado, vários outros aspectos naturais podem e devem ser observados diretamente pelo próprio atleta, tais como o repouso, o fortalecimento muscular e o aquecimento.

Há muitas boas razões para que se faça atividade física regularmente. Entre outros benefícios, o exercício ativa a função cardíaca, fortalece os ossos, ajuda a controlar o peso, aumenta a flexibilidade e desenvolve a clareza mental. Nas corridas, em meio a tantas coisas boas e entendida de forma correta, a dor não é exatamente uma vilã. Passa a ser em duas situações: quando pouco sabemos a seu respeito ou quando decidimos ignorar os limites que nos impõe. Tendo chegado até aqui, para você que agora se encontra na situação dois, uma última recomendação: prevenir é bom; prevenir naturalmente melhor ainda.

Quem quiser ler a matéria completa, vale a pena.

Entrevista com Adriana Dubeux

Agora chegou a vez da grande campeã das Olimpíadas 2008!

Ficha do corredor

Nome completo: Adriana Dubeux Pacífico Pereira

Nome de guerra: Adriana

Natural de: Pernambuco, Recife

Data de nascimento: 30/05/1970

Local de treino habitual: Parque da Jaqueira

Freqüência semanal: 3 vezes por semana

Quilometragem semanal: 15 a 18 km

Currículo: Na verdade, sou totalmente amadora e iniciante na disputa em corridas. A corrida é um prazer, pois me sinto ótima quando pratico atividade física.


Entrevista

Quando você começou a correr e como isto aconteceu? Ficar totalmente sedentária, quase nunca fiquei. Já fiz academia, natação, pilates e de vez em quando gostava de caminhar e correr um pouquinho na Jaqueira. Como tive uns probleminhas no joelho há uns 5 anos, evitava sempre a corrida, preferindo a caminhada. Mas, a partir de julho deste ano, resolvi testar começando com um trote leve. A partir daí, fui aumentando a dose aos poucos e com a motivação das Olimpíadas do TCE, resolvi arriscar os 6 km.

Qual sua motivação para correr? A corrida condiciona o corpo muito rápido. Eu queria ter uma atividade física regular, que fosse aeróbica e que não me limitasse em relação a horários. Assim, naturalmente, fui correndo.

Fale um pouco sobre o equipamento que você utiliza para correr. Existem outros que não os pés?? (rá, rá, rá)

Prefere provas de quantos km? De 5 a 6 km para mim é o limite, como já disse estou começando agora.

Qual é sua estratégia para as provas? Alongo antes e começo num ritmo de médio para acelerado e vou assim até o meio da prova. Depois, relaxo um pouco o pique e no final dou uma última acelerada. Acho que o segredo é manter uma respiração o mais estável possível, senão o fôlego falta no final.

Qual sua meta atual? Chegar aos 10 km até o final do ano.

Deixe uma mensagem para quem quer começar a correr. Mesmo para quem, como eu em julho deste ano, corre apenas 1 km “morrendo” , vale a pena insistir. No começo é difícil, pois as pernas vão e o ar não chega. Depois, o ar chega e as pernas cansam, mas aos poucos correr vai se tornando tão natural que você não agüenta dar uma volta somente andando, fica sem graça. Uma boa pedida é levar um mp3 com umas músicas bem animadas. Enfim, começar é fácil, manter é mais difícil, mas o corpo vai pedir que você continue, é só obedecer...

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Paulo Paulada