segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Olimpíadas TCE 2008 (I)


Pessoal, informações extra-oficiais animadoras: 56 corredores inscritos! Deles, 44 homens e 12 mulheres! Salvo engano, acho que nunca tivemos uma turma tão grande inscrita para participar da corrida. Isso indica um crescimento do interesse na modalidade, quaisquer que sejam as razões: saúde, forma física, competição, lazer, fazer novas amizades, etc.

Este ano, haverá algumas novidades:

- a primeira delas é que a corrida, tradicionalmente realizada da manhã dos domingos, foi transferida para o sábado. A motivação por trás dessa mudança foi a coincidência de data, horário e percurso com a Corrida do Fogo, comemorando 120 anos do Corpo de Bombeiros. Para que os atletas de lá não atrapalhem os nossos corredores e caminhantes, o comitê olímpico achou por bem alterar nossa data;

- em razão do trânsito no cento da cidade no sábado pela manhã, o percurso também deverá mudar levemente. A saída continuará sendo no TCE, seguindo pela Rua da Aurora em direção à Ponte do Limoeiro. De lá, passamos pela PCR, Cais do Apolo, Ponte Buarque de Macedo, Palácio do Campo das Princesas, Ponte Princesa Isabel, Rua da Aurora. A partir daqui a mudança: em vez de seguirmos para o Círculo Militar pela Visconde de Suassuna, seguiremos pela Av. Mário Melo, com menor trânsito, até a Av. João de Barros e concluímos a prova no Círculo Militar. Pelas minhas contas: 5,8 km;

(clique na imagem para ampliar)


- o horário para a saída está informalmente previsto para 07h00. Caso se confirme, é necessário que todos cheguem cedo, pois não deverá haver atraso na saída em razão do crescente trânsito.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Correr gripado?

Vira e mexe, algum amigo de corrida pega uma gripe... O que fazer? Treinar ou aguardar a gripe passar? O Renato Dutra (da Veja Online) dá a dica:

“Alguns estudos têm demonstrado que correr bem leve ou caminhar por um período de até trinta minutos reforça o sistema imunológico e que as corridas e outras atividades mais intensas e prolongadas exercem o efeito contrário, isto é, debilitam o sistema imune.

Além disso, se o organismo estiver muito debilitado, com febre, mal estar, etc. então é melhor repousar completamente até que o indivíduo se restabeleça.”

Outra informação interessante é quanto aos efeitos da vacina contra a gripe: ela, por si só, já debilita o sistema imunológico. A realização de exercícios mais puxados intensificarão ainda mais essa debilidade.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Corrida na praia


No último sábado a corrida em Boa Viagem foi em boa parte na areia da praia. Experimentamos a novidade e achamos bem interessante. Fui buscar informações sobre a corrida na areia e aí vai um resumo...

A corrida na areia da praia cansa muito mais, portanto vá devagar. É um dos melhores trabalhos de condicionamento e fortalecimento muscular: trabalha toda a musculatura envolvida no gesto motor da corrida, como os posteriores de coxa, panturrilha, tibial anterior, musculaturas estabilizadoras (abdominal e dorsal) e fortalece tornozelos e articulações. Além disso, requer mais energia, consumindo 1,6 mais calorias do que a corrida feita em asfalto, ou seja, emagrece mais.

Roupas e acessórios: na praia, o reflexo dos raios solares na areia proporciona uma maior exposição ao sol: protetor solar, boné ou viseira e óculos escuros são itens indispensáveis.
Aquecimento e Alongamento: como a exigência é maior, a necessidade de aquecer e alongar a musculatura também aumenta. Antes e depois do treino.

Inclinações: a inclinação da praia pode inviabilizar a corrida ou, pelo menos, não recomendá-la, porque podem causar lesões. Lesões no joelho são as mais comuns nos atletas que realizam treinos em terrenos inclinados. Se não houver opção de uma praia plana ou quase, é melhor esquecer os treinos na areia, pois os malefícios serão maiores que os benefícios.

Hidratação: apesar da brisa do mar, você não terá sombras. Nota do autor do Blog: lembre-se que a sensação de sede indica que você já está desidratado, portanto, não descuide da hidratação. Hidrate-se bem antes de correr ou mesmo durante se achar necessário. Após a corrida, que tal uma água de coco para repor os sais perdidos?

Horário: horários com mais banhistas não são indicados: você precisa ficar desviando deles e de seus pertences enquanto corre. Entre 10 e 16h, o forte calor compromete o rendimento e aumenta o cansaço, além de haver risco de insolação, mesmo com proteção solar e hidratação adequadas. Além disso, a maresia favorece o ressecamento da pele, que fica mais sensível.

Tênis: o ideal é não correr descalço. Na areia fofa não há contra-indicação. Já na areia batida, o amortecimento é menor e aumenta a chance de inflamação e problemas como a tendinite, principalmente na planta do pé, bem como da sobrecarga nos joelhos e articulações. Na areia batida, use um tênis com amortecimento e meia, em razão da entrada de areia no calçado. Caso opte por correr descalço, cuidado com pedras, conchas, cacos de vidro, latas de alumínio ou quaisquer objetos cortantes deixados pelos banhistas nas praias: prefira o período da manhã quando geralmente a limpeza das praias é feita.

Areia fofa ou batida: você pode alternar entre areia fofa e batida e fazer um excelente trabalho de base com direito a ganho de força e estabilidade para começar seu ano correndo bem:

- na areia batida, o impacto é menor que no asfalto, diminuindo o stress nas articulações e evitando lesões, o que é muito bom para o inicio de temporada.

- na areia fofa, a absorção do impacto reduz a chance de processos inflamatórios. Porém, aumenta o risco de entorses, já que o terreno tem menos estabilidade. Nela, o trabalho é de força, servindo a areia como uma resistência extra a ser vencida. É excelente indicação para trabalhos de recuperação e propriocepção (percepção do próprio corpo). A corrida em areia fofa é muito mais eficiente para trabalhar o fortalecimento de músculos inferiores e do joelho do que um trote em terrenos duros. Mas não faça isso sem orientação técnica, pois as articulações são bastante exigidas.

Adaptado de:
(http://www.minhavida.com.br/materias/alimentacao/Correr+na+praia+quebra+a+monotonia+do+treino.mv e http://www.revistacontrarelogio.com.br/materias/?Os%20efeitos%20da%20corrida%20na%20praia.355)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

VIII CICORRE: novo percurso!

Pessoal, uma novidade: mudou o percurso do VIII CICORRE, previsto para 21/09. Ao invés de 9,6 km, agora serão 10 km divididos em dois trechos iguais de 5 km. Para quem acha que não consegue participar de uma corrida nos tradicionais 10 km, taí uma bela oportunidade de experimentar uma prova.

Perda de Massa Muscular

Conversando com alguns amigos sobre a eventual variação de peso decorrente da corrida e se a mesma estaria suprimindo não apenas gordura mas também a massa magra (músculos) identifiquei texto interessante da revista Contra Relógio o qual resumo abaixo.

Este artigo é especialmente interessante para aqueles que já atingiram os 50 anos, sobretudo para as MULHERES. O pico da força no ser humano é atingido entre os 20 e 30 anos de idade. Após este período tem início uma redução gradual e progressiva, tornando-se clinicamente perceptível a partir dos 60 anos. Indivíduos saudáveis entre 70 e 80 anos tem perda de 20% a 40% da sua força física. Essa perda gradativa é conhecida como sarcopenia, que indica a perda da massa, força e qualidade do músculo esquelético e que tem um impacto significante na saúde. A prevenção é a melhor conduta na sarcopenia, ou seja, idosos que praticam exercícios dinâmicos três vezes por semana, ganham e conserva a força muscular.

Para quem se interessar pelo texto completo da Contra Relógio, segue o link.

"Catabolismo em maratonistas! Cata... o que?
POR LUIZ CARLOS DE MORAES (
lcmoraes@compuland.com.br)

Levando-se em consideração a saúde, defendo um treinamento mais completo, incluindo pelo menos três valências físicas importantes: força, condicionamento aeróbio e flexibilidade. Isso, desde o cidadão comum, que é a maioria, até os atletas de elite. Em condicionamento aeróbio, diminuição do percentual de gordura e prevenção das doenças cardiovasculares, a corrida é campeã, mas, desenvolve pouco a força e a flexibilidade.

Outro ponto de discussão é a questão da intensidade e duração de cada modalidade relacionada com os benefícios e supostos malefícios. Afinal, deve-se correr sempre forte para acostumar o corpo com os rigores da prova? Ou será melhor mesclar treino forte com fraco?

TESTOSTERONA E CORTISOL. Existe um fator que deve ser levado em consideração nessa questão. Entre os vários hormônios que o corpo produz, alguns são ativados e outros inibidos conforme a intensidade e duração do exercício. Entre eles, a testosterona e o cortisol têm fundamental importância no resultado do desgaste físico.

A testosterona, cuja função principal é construir a massa muscular, é estimulado com exercícios de alta intensidade e curta duração, assim como nos exercícios de força. Nos exercícios de longa duração, acima de 2 horas, alguns trabalhos mostraram claramente uma queda desse hormônio, permanecendo baixo por mais de 20 horas após o término da atividade.

O cortisol é um hormônio renal ligado ao estresse que estimula o estado de alerta no corpo e, através de vários processos durante o exercício, participa da mobilização das gorduras na obtenção de energia. Entretanto, quando produzido em grandes quantidades destrói as proteínas. Ao contrário da testosterona, nos exercícios de longa duração o cortisol permanece em quantidades altas por muitas horas depois da atividade.

Em estado de repouso a diferença entre os dois hormônios presentes no corpo após uma corrida é o que determina o balanço entre ganho e perda de massa muscular, respectivamente anabolismo e catabolismo. O maratonista entra constantemente, sem perceber, nesse processo chamado de catabolismo, ocasionando a perda de massa magra (músculos).

GANHO E PERDA DE MÚSCULOS. O treinamento de força, que comprovadamente sugere o anabolismo (crescimento dos músculos) seria uma das formas de evitar isso porque estimula a produção natural de substâncias anabolizantes na medida certa. A testosterona é estimulada pelos exercícios de força e ingestão adequada de gorduras e proteínas. O GH é sintetizado a partir de aminoácidos e estimulado pelo treinamento de força em especial durante o sono, na fase conhecida por paradoxal, o REM (Movimento Rápido dos Olhos). O cansaço gerado pelo treinamento na dose certa, aumenta essa faixa de sono e consequentemente a liberação maior de GH. A insulina também é sintetizada a partir de aminoácidos e estimulada pela ingestão de carboidratos na quantidade adequada.

O catabolismo também pode ocorrer no treinamento de força principalmente em decorrência dos erros de treinamento, seja na questão da intensidade ou na recuperação insuficiente. As situações de estresse, físicas ou emocionais, liberam o cortisol, como citado, contribuindo para a degradação do tecido muscular e desidratação dos músculos durante os exercícios prolongados. Daí a sugestão que o treinamento de maratonista e/ou ultramaratonista deva ser bem dimensionado nessas questões de exercícios de força conjugados com os de curta e longa duração e os tempos de recuperação entre as seções que são diferentes para cada indivíduo.

O nosso corpo, seja em situação de repouso ou de treinamento, pode estar em catabolismo em qualquer momento, perdendo massa magra. Esse "perde e ganha" músculos, segundo os especialistas, está intimamente ligado ao processo de síntese e degradação de proteínas, chamado pelos estudiosos de ciclo de turnover ou simplesmente de ciclo de proteínas, representando um total de aproximadamente 125 a 300g/dia, ou seja, um bife.

NÃO ESQUEÇA DAS PROTEÍNAS. De um modo geral, o corredor conhece muito bem o valor dos carboidratos porque é muito bem difundido. É macarrão pra cá, macarrão pra lá, e depois da corrida também. O jantar de massas antes de maratona tornou-se uma tradição. Isso está pra lá de certo porque diminui a participação das proteínas para fornecer energia, o que não quer dizer dispensar carnes etc do nosso cardápio.

Entretanto, quando o atleta cansa dentro de uma prova ou treinamento longo as proteínas começam a se perder, dando início ao processo do catabolismo. Para se evitar essa perda, os especialistas recomendam a ingestão de aproximadamente 2g por kg de peso corporal de proteínas ao atleta. Ou seja, um bife para um atleta de 70 quilos. Claro, se o treinamento inclui modalidade de força a necessidade aumenta na mesma proporção do ganho de massa muscular.

ALGUMAS REGRAS PARA EVITAR O CATABOLISMO:
- Treine usando o bom senso, ou monitor de freqüência cardíaca. Perceba se o treino está fraco, moderado ou forte.
- O treino forte é importante, mas não abuse. Dê o descanso necessário a seu corpo, geralmente entre 48 a 72 horas. Um treino fraco nesse período também funciona bem para acelerar a recuperação.
- Procure dormir em torno de oito horas por noite. O sono de boa qualidade em ambiente tranqüilo é reparador.
- Não descuide da alimentação e nem pule refeições. O ideal é fazer cinco ou seis pequenas refeições diárias, comendo de tudo um pouco. As proteínas são necessárias na reparação do músculo sacrificado na corrida. A opção de não comer carne vermelha é pessoal, não comer carne nenhuma pode ser intolerância.
- Procure administrar o estresse emocional do dia-a-dia. O cortisol é liberado na corrente sanguínea toda vez que nos aborrecemos ou nos deparamos com uma situação de perigo ou de decisão de luta ou fuga. Se você tiver um dia ruim e nesse mesmo dia ainda for treinar forte, os músculos poderão pagar a conta. Procure estar de bem com a família, com os colegas de trabalho e da corrida.
- Faça uma variação de treinamento, conjugando força, resistência e flexibilidade. As três valências físicas são importantes para quem deseja correr sem estar às voltas com lesões."